sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A sincronia de O Magico de Oz e Pink Floyd


The Dark Side of the Rainbow

Dark Side of the Rainbow (O Lado Sombrio do Arco-íris) é o nome dado ao efeito criado ao tocar o álbum conceitual do Pink Floyd The Dark Side of the Moon de 1973 simultaneamente com o filme de 1939 O Mágico de Oz. O efeito consiste no fato de que há diversos momentos em que uma obra corresponde a outra, seja por parte das letras das músicas ou pela sincronia áudio-visual. O nome do efeito vem da combinação do título do disco (The Dark Side of the Moon seria O Lado Sombrio da Lua, uma metáfora para ilustrar os conceitos de lado negativo da mente e da vida) e da icônica canção do filme Over the Rainbow (Além do Arco-Irís).

História
Apesar de famoso, a origem do efeito é misteriosa, bem como as ocorrências que levaram à sua descoberta. Em 1994, fãs do Pink Floyd discutiram o fenômeno no grupo de discussão da Usenet alt.music.pink-floyd. Naquele ponto, já não mais se sabia de quem foi a idéia de combinar as duas obras.
Desde então, passou a ser constantemente abordado pela
cultura popular. Em Agosto de 1995, um jornal em Fort Wayne, Indiana, publicou o primeiro artigo na grande mídia sobre a sincronicidade (o artigo pode ser lido na íntegra nesse site). Logo após, vários fãs começaram a criar sites aonde descreviam suas experiências, procurando catalogar os momentos de sincronia. O efeito ganhou mais notoriedade em Abril de 1997, quando um DJ de uma rádio de Boston discutiu o fenômeno no ar, levando à mais uma série de artigos na mídia e um segmento no MTV News.
Em
Julho de 2000, o canal à cabo Turner Classic Movies exibiu O Mágico de Oz com Dark Side como uma trilha-sonora opcional. Naquele mesmo mês, um episódio da segunda temporada da série animada Family Guy fazia menção ao efeito.
Várias bandas fizeram alusões ao fenômeno. Em
Fevereiro de 2003, a banda de reggae Easy Star All-Star (especializada em fazer versões cover ao estilo dub) lançou um disco chamado Dub Side of the Moon, uma versão dub de Dark Side of the Moon, que alegava ter sido editado intencionalmente para ser "compatível" com O Mágico de Oz. Em Junho de 2003, a banda de rock alternativo Guster lançou um disco contendo uma canção chamada Come Downstairs & Say Hello, que abre com os versos "Dorothy moves/To click her ruby shoes/Right in tune/With Dark Side of the Moon." ("Dorothy se move/Fazendo barulho com seus sapatos cor de rubi/Conforme à melodia/de The Dark Side of the Moon"). Em Junho de 2006, a tira cômica Born Loser trazia uma piada sobre um homem que ficou com dor-de-cabeça enquanto ouvia Dark Side of the Moon enquanto assistia O Mágico de Oz.

Sincronicidade
Os fãs já conseguiram compilar mais de 100 momentos de conexão entre o filme e o disco, incluindo algumas que são obtidas quando o disco é repetido para se encaixar com o excedente do filme. Por exemplo, o verso "balanced on the biggest wave" ("balançado na maior das ondas") de Breathe é cantando enquanto Dorothy balança em cima de um muro; "who knows which is which" ("quem sabe quem é quem") de Us and Them é cantado enquanto as bruxas boa e má se confrontam; "the lunatic is on the grass" ("o lunático está na grama") de "Brain Damage" é cantado enquanto o Espantalho, cujo corpo é preenchido com grama seca, age freneticamente como um louco; e as batidas de coração ressoam enquanto Dorothy encosta seu ouvido no peito do Homem de Lata.
Esse efeito de sinergia foi descrito como um exemplo de
sincronicidade, definido por Carl Jung como um fenômeno aonde eventos coincidentes "parecem relacionados mas não podem ser explicados pelos mecanismos convencionais de casualidade". Detratores negam a veracidade do efeito, afirmando que o fenômeno é o resultado de uma tendência da mente de pensar que reconhece padrões desordenados por descartar informações que não se encaixam. Psicológos se referem à essa tendência pelo nome . Sob essa teoria, o entusiasta de Dark Side of the Rainbow iria simplesmente se focar nos momentos coincidentes e ignorar um grande número de momentos aonde o filme e o disco não correspondem.



Led Zeppelin pode ter concordado com turnê em 2009


"O último empecilho contra uma turnê de reunião do Led Zeppelin pode ter caído. Segundo o tablóide The Sun, o vocalista Robert Plant, último integrante resistente à ideia, teria finalmente concordado em marcar novos shows com a antiga banda.
De acordo com o jornal, o grupo entrará em turnê no próximo verão europeu. "Plant percebeu que não aguentaria não se envolver nisso", revelou uma fonte não identificada. "A banda ficou nas nuvens quando ele contou sua decisão".
Plant se reuniu a Jimmy Page e John Paul Jones em dezembro do ano passado para uma apresentação única em Londres. Na bateria, a banda conta com a presença de Jason Bonham, filho do baterista original."

Nossa pra todos que amam o bom e velho Hard Rock, isso é muito mais do que uma noticia, agora nos basta saber ate quando isso vai durar(espero eu que por mais alguns anos), com todos os "conflitos" existentes dentro do Led. Mais pra todos vocês que nos lêem, Digam, qual das musicas do led vocês gostam mais?

Beijos e Abraços a todos.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

"Ainda Orangotangos" realiza desafio técnico em filme

Curta-metragista premiado, o cineasta gaúcho Gustavo Spolidoro decidiu que seu primeiro longa-metragem, "Ainda Orangotangos", seria realizado com um desafio técnico: ser feito num único plano-seqüência, ou seja, sem cortes, em seus 81 minutos de duração.

Para que "Ainda Orangotangos" pudesse ser concretizado, a produção teve que ser extremamente planejada, já que a filmagem ocorreu, em boa parte, nas ruas de Porto Alegre e dentro de ônibus, acompanhando a mudança de luz entre amanhecer e anoitecer.

O roteiro, do próprio Spolidoro e de Gibran Dipp, adaptou seis contos do escritor gaúcho Paulo Scott. Nessas diversas histórias que se cruzam, uma seguindo a outra sem uma ligação direta a não ser acontecerem na mesma cidade, passa-se por todo tipo de situação, do drama à comédia.

Na primeira delas, um casal de namorados de origem japonesa viaja no metrô. Os dois dormem. Até que, quando vão descer, o rapaz descobre que a garota está morta. Ou parece estar. A câmera segue esse rapaz até o mercado – o Mercado Central de Porto Alegre –, onde ele vende um relógio a um menino. A câmera acompanha esse menino dentro de um ônibus, onde acontece talvez a discussão mais engraçada do filme.

O diálogo ocorre entre duas mulheres que fazem uma estranhíssima ligação entre as visitas do papa a Porto Alegre e as vitórias no campeonato estadual dos dois principais times locais, o Grêmio e o Internacional.

Torcedor do Internacional, o cineasta realizou também um documentário sobre a vitória de seu time no campeonato mundial da Fifa, "Gigante – como o Inter Conquistou o Mundo". Lançado em 2007 em cinema e DVD, este documentário foi filmado depois de "Ainda Orangotangos" que só chega às telas agora, depois de passar por Festivais como a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o Festival de Lima, onde recebeu o prêmio de melhor filme de diretor estreante.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Os filmes mais perturbadores de todos os tempos

O site Alternative Reel, que oferece de textos sobre teorias conspiratórias a clipes musicais dos anos 70 e 80, possui uma divertida seção de "Top Tens". Há dos "10 maiores mitos propagados por realizadores de filmes pornôs" aos "10 piores episódios de Seinfeld". A lista que chamou a atenção é a dos "10 filmes mais perturbadores de todos os tempos":


1 - Eraserhead: Début de David Lynch que levou 5 anos para ser feito, sendo lançado em 1977. Mostra o cotidiano deprimente de um homem em um mundo desolador. Neste cenário, o protagonista se torna pai de uma criança mutante. Bizarro e cultuado como os demais trabalhos de Lynch (à exceção de História Real, feito para a Disney).



2 - Irreversível (Irreversible): A idéia do diretor franco-argentino Gaspar Noé era incomodar e ele consegue isso a partir do 1° segundo de projeção, com os créditos subindo ao contrário na tela. Começa então um festival de violência cujo ápice, no meio da película, é um estupro em tempo real e com a câmera fixa, que transforma o espectador em testemunha impotente (ou em um sádico voyeur). Cruel, mas extremamente bem dirigido.



3 - Salò ou os 120 Dias de Sodoma (Salò o le 120 gionate di Sodoma): Polêmico, censurado, banido e clássico, como Laranja Mecânica. Na trama, um grupo de fascistas submete jovens a 120 dias de torturas inimagináveis. O filme de Pier Paolo Pasolini é difícil de encarar, principalmente na famosa cena da coprofagia.



4 - Henry - Retrato de um Assassino (Henry - Portrait of a Serial Killer): John MacNaughton (Garotas Selvagens) dirigiu em 1986 este filme que traz um assustador Michael Rooker como o psicopata do título, inspirado no matador real Henry Lee Lucas. A cena de estupro, rodada de forma fria e em estilo semi-documental, é chocante.


5 - Aniversário Macabro (Last House on the Left): O filme de estréia de Wes Craven (que décadas mais tarde assinaria a medíocre série Pânico). Lançado em 1972, Aniversário Macabro antecipou longas como O Massacre da Serra Elétrica (1974) e Quadrilha de Sádicos, realizado pelo próprio Craven em 1977.


6 - Laranja Mecânica (A Clockwork Orange): Dispensa apresentações. Kubrick, Malcolm McDowell pré-Calígula, ultra-violência, repressão, lavagem cerebral e Beethoven. Ingredientes para um clássico.

7 - Audition: Uma falsa audição para um filme dá início a um relacionamento doentio entre uma jovem bailarina e um viúvo. Tenso e dirigido com maestria pelo japonês Takeshi Miike em 1999, o filme inspirou Eli Roth a fazer O Albergue.

8 - El Topo: Anões sem membros e outros personagens bizarros habitam o faroeste surrealista dirigido pelo chileno Alejandro Jodorowsky em 1970. Diz a lenda que o cineasta quer fazer uma continuação estrelada por Johnny Depp e Marilyn Manson.

9 - A Vingança de Jennifer (I Spit on your Grave): Sexploitation de 1978 cujo texto do cartaz já dá uma bela amostra de seu conteúdo: "esta mulher cortou, mutilou e queimou 5 homens, os deixando irreconhecíveis...mas nenhum júri na América a condenaria!"

10 - Monstros (Freaks): Polêmico longa de 1932 estrelado por deficientes físicos reais que trabalham em um "circo de horrores". O diretor Tod Browning, um ex-contorcionista de circo, havia feito no ano anterior o clássico Drácula com Bela Lugosi.

Curiosidade!

Aparece com freqüência na tv espanhola algum comercial curioso que sempre chama a atenção. Sem dúvida, o nome do produto fica marcado na memória, mas não são os nomes mais elegantes do mundo.
É a tática do lembre-se de mim a todo custo. Aparecem como os meigos: Vaginesil (uma pomada vaginal), Hemoal (uma pomada para hemorróidas), Devor Olor (um spray contra o odor de pés), Fungosol (um parente do Devor Olor).

Esses nomes são ótimos para se lembrar dos produtos, mas que idéia... é prático para lembrar, mas não tanto na hora de comprar! Tudo bem, gosto não se discute, pode haver alguém que acha os nomes divertidos, maravilhosos, quem sabe...
Mas imagine alguém indo a farmácia, com a cara meio escondida dentro da gola da camisa, no horário em que haja menos gente possível, pedindo um Hemoal ou um Devorolor. A voz tímida. E a pessoa que o atende grita: "AH, PARA HEMORRÓIDAS?!".

Uma história engraçada de uma depilação..


Depilação (versão masculina)

Estava eu assistindo tv numa tarde de domingo, naquele horário em que
não se pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia é segunda-feira,
quando minha esposa deitou ao meu lado e ficou brincando com minhas "partes".
Após alguns minutos ela veio com a seguinte idéia: Por que não depilamos
seus ovinhos, assim eu poderia fazer "outras coisas" com eles.

Aquela frase foi igual um sino na minha cabeça. Por alguns segundos
fiquei imaginando o que seriam "outras coisas". Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu não tive mais como negar. Concordei.

Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei olhando para TV, porém minha
mente estava vagando pelas novas sensações que só acordei quando
escutei o beep do microondas.

Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços
de plástico. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com
um ar de "dona da situação" que deixaria qualquer médico urologista
sentindo-se como residente. Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo.
Pediu para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e liberasse o
aceso a zona do agrião. Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e começou a passar cera morna. Achei aquela sensação
maravilhosa !! O Sr. Pinto já estava todo "pimpão" como quem diz: "sou o próximo da fila"!! Pelo início, fiquei imaginando quais seriam as "outras coisas"
que viriam.

Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou ambos
no plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para
viajem. Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de
prazer: Na Thailândia, na China ou pela Internet mesmo.
Porém, alguns segundos depois ela esticou o saquinho para um lado e deu um puxão repentino. Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro
PUTAQUEOPARIU quase falado letra por letra.

Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado
grudado na cera. Ela disse que ainda restaram alguns pelinhos, e que
precisava passar de novo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles
vão ficar aí para a eternidade !!

Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito em minhas respectivas mãos, como
quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e fui
para o banheiro. Sentia o coração bater nos ovos. Abri o chuveiro e foi a
primeira vez que eu molho o saco antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos só deixando a água escorrer pelo meu corpo.

Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira um
bebezinho novo: faz merda atrás de merda. Peguei meu gel pós barba com camomila "que acalma a pele", enchi as mãos e passei nos ovos. Foi como se tivesse passado molho de pimenta. Sentei na privada, peguei a toalha de rosto e fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10° round. Olhei para meu pinto. Ele era tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno que mais parecia que eu tinha saído de uma piscina 5 graus abaixo de zero.

Nesse momento minha esposa bate na porta do banheiro e perguntou o que
estava acontecendo. Aquela voz antes aveludada ficou igual um carrasco
mandando eu entregar o presidente da revolução.

Saí do banheiro e voltei para o quarto. Ela estava argumentado que os
pelos tinham saído pelas raízes, que demorariam voltar a nascer. "Pela
espessura da pele do meu saco, meus netos irão nascer sem pelos nos ovos",
respondi.

Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para olhar com meio metro
de distância e sem tocar em nada !!

Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta). Naquele momento
sexo para mim nem se fosse para perpetuar a espécie humana.

No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar. Os ovos
estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros. Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca antes visitados. Tentei colocar a cueca, mas nada feito. Procurei alguma cueca de veludo e nada. Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar sem cueca mesmo.

Entrei na minha seção andando igual um cowboy cagado. Falei bom dia
para todos, mas sem olhar nos olhos. E passei o dia inteiro trabalhando em
pé com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.

Resultado, certas coisas devem ser feitas somente pelas mulheres.
Não adianta tentar misturar os universos masculino e feminino.

Luiz C. Spies


"Um documentário sobre o fascínio exercido pela guitarra? Esta foi a idéia inicial de It Might Get Loud, filme dirigido por Davis Guggenheim, que mostra a relação entre o poderoso instrumento e três grandes guitarristas: Jimmy Page, do Led Zeppelin, The Edge, do U2, e Jack White, do White Stripes.
Durante o documentário, os músicos falam da carreira, contam histórias relacionadas à guitarra e tocam clássicos uns dos outros. O produtor da película, Thomas Tull (O Cavaleiro das Trevas), falou à Uncut sobre a experiência e a escolha dos músicos: "Nenhum filme que vi capta o que há de tão transcendental na guitarra. Por que este instrumento em particular é o símbolo do rock? Queríamos músicos com ouvidos diferentes, diferentes estilos e 'pegadas'".
Vale lembrar que Guggenheim ganhou um Oscar em 2007 por um documentário totalmente diferente, Uma Verdade Inconveniente."
Diz Luciana Maria Sanchez.